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NIGHT NEWS :::.. Ele está de volta |
16/1/2006 |
Quem leu o Mix nesta segunda-feira, 16/1, ficou sabendo, em primeira-mão, que Sergio Kalil, ex-Level, vai abrir novo clube em São Paulo, o Freak Club. Agora, no final da tarde, conversamos melhor com o empresário.
Segundo Sérgio, a casa apresenta um boa estrutura e poucas mudanças foram necessárias. Em fase final de repaginação, o clube está recebendo uma cara mais gay. “Estou ampliando a parte inferior, colocando uma sala de games, outra de descanso com pufes e sofás jogados, banheiro único e um dark-room”, relatou.
Além dessa mudanças, o Freak terá uma estrela de nove metros na entrada e a famosa Sala Vip. “Será um local para pessoas bacanas e amigas poderem conversar e ficar mais a vontade”, diz Sergio. A sala em si será comandada por Marcelona, Léia Bastos e pelo próprio Kalil. “Será para poucas pessoas. Para não quebrar o clima e ficar lotada. Sem espaço para andar”.
Mesmo com Marcelona e Léia, símbolos absolutos da antiga Level, Sérgio diz que não pretende reviver seu antigo clube. “Teremos seis gogo-boys, show com laser e bons DJs. O show de drags, que está vinculado ao meu nome, não estará na programação”, afirma.
Os DJs residentes estão escolhidos: na pista superior ficam Paulo Ciotti e Duda Garbin, nome novo na cena, aposta de Sérgio. Na lounge inferior quem comanda é o DJ Paulinho Fernandez.
Sobre a localização do clube, o empresário afirma não ter medo. “Se fosse no meio da Vila Olímpia - região freqüentada por mauricinhos e patricinhas – não teria feito qualquer negócio. Aqui a região é diferente. Estou a uma quadra do Vermont e uma do Bar da Gra, não tenho medo”.
E o tal do Central Club, que iria inagurar no carnaval de 2005 no centro de São Paulo? Sérgio explica que o clube ainda está em seus planos e que pretende abri-lo o mais rápido possível. “Na verdade, são dois projetos separados e paralelos. Ainda estou tocando o Central Club, mas com mais tempo e calma. E quando o Central Club ficar pronto, mudo a programação do Freak Club para às sextas e faço às noites de sábado no Central. Os dois permanecerão abertos, isso é certo”.
Agora, é só esperar. A inaguração do Freak está marcada para o próximo dia 28.
Fonte: Mix Brasil
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Ele é tudo. Ao lado de Chus deve ser melhor ainda. |
Fonte: Mix Brasil
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NIGHT NEWS :::.. Freak Club é o novo projeto do Sérgio Kalil. Inauguração é no próximo dia 28 |
16/1/2006 |
O empresário Sérgio Kalil – Base, Level... - prepara o lançamento de seu novo projeto, o Freak Club que será instalado no espaço onde já funcionou o clube Lassú, no Itaim-Bibi.
O local tem capacidade para 1.400 pessoas e o hit é a pista transparente do andar superior. A dupla de hostess Leia Bastos e Marcelona acompanham Sérgio na iniciativa: Leia cuidará do elevador (são três andares) e Má da porta. Paulo Ciotti e Duda Gabin tocam na pista. No lounge fica o DJ Paulinho Fernandes.
O clube abrirá aos sábados.
Sérgio Kalil também avisa que já prepara seu famoso Carnaval do Basfond. Será a 11a. Edição da festa.
Freak Club
Rua Iguatemi, 236, Itaim
Tel.: (11) 3079-4055
DJ NEWS :::..
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2005. Um ano de muitas festas e dois clubes: Vegas e The Week. O sucesso deles indica os caminhos para 2006 |
30/12/2005 |
2005 foi o ano da The Week e do Vegas. A The Week abriu suas portas em 2004, mas em 2005 o clube consolidou seu reinado e provocou diversas reações na noite paulistana, mesmo fora de seus enormes muros. O Vegas abriu este ano. Deu super certo, e as reações a ele nós veremos em 2006. Portanto é sobre esses dois clubes - e do impacto das duas iniciativas - que vamos falar.
Mainstream
Até a The Week existir, clube gay era clube underground. A The Week criou um esquema que atraiu celebrities, muitos héteros, mauricinhos e patricinhas. É claro que se paga um preço por isso. Mas eles acharam a fórmula possível. É o primeiro clube gay mainstream desse país. Um dos poucos do mundo. Quer as provas? O patrocínio da Nokia é uma delas. Ter Daniella Cicarelli, Wanessa Camargo e Preta Gil na mesma pista e na mesma noite é outra. Ser apontada em todos os veículos da grande imprensa e virar referência é mais uma. E assim vai. Isso é bom? Claro.
Com média de duas mil pessoas por sábado e picos de 5 mil, a reação mais óbvia que a The Week provocou é: "clube gay dá dinheiro, vamos investir". Quem pensou assim, só se esqueceu de que não basta abrir as portas, chamar o DJ B e pronto. André Almada criou um conceito novo, sem personagens, estrutura invejável e deu aula de marketing. Ele também já tinha experiência como produtor. Criou antes a Toy. Também criou e se cercou de profissionais que provaram ser competentes, é ultra-simpático e não tem as afetações típicas de quem trabalha na noite gay. Além disso, gays têm resistência a para-quedistas. Aqueles que a gente nunca ouviu falar e que de repente resolvem 'investir'.
Calcados no sucesso da The Week, clubes abriram e fecharam na mesma velocidade. O que já imaginávamos.
Isso significa que não adianta abrir novos clubes na cidade? Ao contrário. Basta olhar para o que as pessoas - gays, no caso - estão querendo/precisando/desejando. Observe. Faltam opções nas terças, quartas, quintas, sextas e sábados. Apenas o domingo está bem, com A Lôca e a Blue em reinado de anos. Faltam clubes intimistas. Falta segmentação no som. Faltam clubes com moços que gostam de se vestir bem. Faltam clubes pequenos. Faltam noites com propostas de som distintas. Faltam bares gays. Faltam personagens (esses só nascem no under, não tem jeito). Isso tudo é o mais óbvio. Faltam outras coisas que a gente ainda não percebeu.
Under
O Vegas está longe da The Week. Não é nada mainstream. A começar de seu endereço: a Augusta. Mas ampliou a cultura de noite como nunca ninguém fez e atraiu novo público. Misturando tudo. Assim, as noites de electro que antes atraíam 150 ou 200 ilustres ao Xingu, passaram a atrair 700 ou 800 ao Vegas. Misturando gays com héteros, ilustres com anônimos. Sem 'mundinho' (palavra uó). Ainda bem.
Eles também segmentaram cada uma de suas noites. Tem para quem gosta de rock, de tech-house, de electro. Cada noite é uma vertente bem definida. Eles até ressuscitaram o Hell's e dizem que está indo muito bem.
É claro que novos clubes vão surgir em 2006 'inspirados' no Vegas. Não estamos dizendo que serão cópias fajutas. Mesmo porque o Vegas nem gay é. Mas o esquemão "clube pequeno-noites segmentadas-atendimento incrível-conforto e música boa" funciona para qualquer iniciativa. O Vegas, além disso tudo, tem bom gosto. E isso já é outra história.
Mas pode esperar por clubes novos e pequenos no próximo ano, com noites mais segmentadas durante a semana. Nós esperamos - e desejamos.
Os outros fatos
. Deborah Cox atraiu quase 20 mil pessoas ao Anhembi durante a parada. Kristine W quase 5 na The Week. Qual diva ainda não veio? Suzanne Palmer e Maya. Será que 2006 é o ano delas?
. 2005 também viu o desembarque massivo de DJs-medalhões. Junior Vasquez, Tony Moran, Offer Nissin, Peter Rauhofer.... Faltou o Danny Tenaglia, que só veio em Curitiba em esquemão de festival. Todos eles são bons, mas o Pacheco também é, por exemplo. E 2006 o mundo inteiro olhará para o Brasil. Pelo funk, pelo samba e, acima de tudo, pela Copa. Entendeu? É o ano de valorizarmos os nossos medalhões.
. Clubes abriram e fecharam. O motivo é simples: repetiram fórmulas já desgatadas.
. Noites de electro atrairam cada vez mais gays. Demora para cair a ficha. Mas 2006 elas atrairão ainda mais.
. No fim deste ano, a E.Joy fez festinha pequena, sem muito alarde, e arrasou com homens lindos e Pareto no som. Iniciativas menores, com pista de amigos e música boa são outros daqueles desejos ditos acima. Zanardi e Bianchini, os moços da E.Joy, já perceberam.
. Ana Paula, a DJ carioca, é rainha das pistas gays cariocas há pelo menos três verões. Mas em 2005 ela fincou seu nome em São Paulo e o espalhou por outras capitais.
. E por falar em Rio: A X-Demente continua há 11 anos com seu reinado nas mega-festas. Só eles fazem daquele jeito. Por outro lado, festas menores, mais intimistas e com música boa - olha elas aqui de novo - viraram hits. A Bug no La Cuerva é um exemplo. E tem a Moo também. E tem outras...
. O selo de festa carioca E.njoy se fortaleceu em 2005 com seu seleto - e lindo - grupo de seguidores. Eles misturam house com electro nas festas. Também não deixam a pista superlotar. Eles também já perceberam alguns daqueles 'desejos' ditos ali em cima.
Em 2006 esperamos que os clubes e festas legais estejam sempre lotados. E que os chatos e ultrapassados esvaziem ainda mais. Gay enxerga o novo com mais facilidade. Pelo menos eu cresci acreditando nisso.
Fonte: Mix Brasil
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